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Após 10 anos de ausência, Leandra Leal volta às novelas da Globo como vilã

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Coração Acelerado estreou na Globo no horário das sete, e um rosto que estava sumido das telinhas por um bom tempo ressurgiu. Leandra Leal, que estava vivendo uma vida alheia aos folhetins há uma década, interpreta a vilã Zilá na nova obra da emissora.

“Já trabalhei com a Bel em Cheias de Charme, uma das coisas mais legais que fiz em TV, não só de resultado, mas de processo, de diversão, de leveza”, afirmou ela, referindo-se a Izabel de Oliveira, que assina Coração Acelerado junto a Maria Helena Nascimento.

De acordo com Leal, seu retorno e reencontro com algumas pessoas vêm atrelados a um papel interessante e inusitado — a única razão para ela voltar a encarar o trabalho intenso que é fazer telenovela. “Fazer vilã das 7 é engraçado. O papel é maravilhoso, é uma das coisas mais legais que existem. É libertário, você pode criar coisas totalmente fora do real”, contou.

Ritmo “puxado”

O maior desafio para Leandra Leal com esse retorno à TV Globo é o ritmo de trabalho diferente da emissora, que adota a escala 6 por 1. A atriz afirma que fazer novela dá trabalho.

“Hoje, o cinema e a produção audiovisual trabalham em 5 por 2. A Globo ainda trabalha em 6 por 1. É diferente esse ritmo, é bem puxado… Só faço isso na minha vida agora”, explicou.

Leal afirma ter outros projetos em andamento, mas diz que agora só tem tempo e energia para lidar com os próprios filhos e com Coração Acelerado e Zilá, sua personagem.

No trabalho para onde precisa ir praticamente todos os dias da semana, ela contracena com outra parceira de Cheias de Charme: Isabelle Drummond.

“Está sendo ótimo. A Isabelle é realmente especial, muito boa atriz, muito comprometida”, afirma Leal, que vê algo em comum com Isabelle: o fato de ambas gostarem de estar em cena todos os dias, como operárias.

Zilá e Leandra Leal

Coração Acelerado foi lançada em janeiro de 2026, substituindo Dona de Mim, e criou grandes expectativas como novela das sete. A obra foca no universo da música sertaneja brasileira, e Zilá Amaral, personagem interpretada por Leandra Leal, é uma empresária musical e vilã. Ela é mãe de Naiane (Isabelle Drummond), uma influenciadora digital conhecida como “Princesinha Country”.

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Segundo Leandra Leal, a novela a colocou em contato direto com o gênero sertanejo e a aproximou do movimento “feminejo”, que aborda a participação feminina nesse gênero musical que antes era quase restrito aos cantores homens.

“Amava a Marília Mendonça, estava total nas minhas playlists. Sempre tive muita simpatia pelo movimento feminista dentro do sertanejo, por essas mulheres falando de desejo, falha, dor, queda e volta por cima, numa narrativa feminina”, conta Leandra Leal.

A atriz ainda explica que sua personagem, Zilá, carrega esse espírito de mudança e de expressividade, focando na parte sombria e vilanesca. “Ela quer ser amada, quer ser reconhecida. As vilãs falam coisas absurdas, mas você entende de onde aquilo vem. Ela se sente injustiçada, tem muita mágoa”, completa.

Uma década longe das telenovelas

O retorno de Leandra Leal a Coração Acelerado marca sua volta ao universo das telenovelas após 10 anos de ausência. No entanto, apesar de ficar longe desse mundo por um tempo, Leal não fez uma pausa na carreira — muito pelo contrário.

A atriz se dedicou a filmes, séries, teatro e outras produções audiovisuais durante esse período. Além de atuar, Leandra Leal também participou da indústria como diretora e produtora. Seu trabalho incluiu obras como O Rastro, Aruanas, A Vida Pela Frente, Justiça e Justiça 2.

No entanto, ela voltou às novelas por reconhecer a importância desse gênero para a produção audiovisual brasileira.

“Voltar agora me fez ver o quanto gosto de fazer novela. É passar um ano com uma personagem, estudar 30 cenas, escolher onde gastar sua energia. É uma oportunidade enorme como atriz, uma gama de sentimentos. Novela é um acelerador de processo, uma malhação muito pesada”, contou.

Durante a década em que passou longe das telinhas, ela teve dois filhos: Júlia e Damião, que nasceram de seus relacionamentos com Alê Youssef e Guilherme Burgos, respectivamente.

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