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A evolução das fantasias de Carnaval ao longo das décadas

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O Carnaval do Brasil é considerado pelo Livro dos Recordes (Guinness Book) como a maior festa popular e o maior espetáculo ao ar livre do planeta, já que o festejo consegue reunir milhões de pessoas em diversas cidades do país.

Mas nem sempre foi assim e, ao longo das décadas, a festa passou por diversas mudanças e ainda hoje sofre várias variações a depender da região do Brasil. Ainda assim, decidimos fazer um compilado de como eram as fantasias de carnaval e como elas têm evoluído ao longo das décadas.

1840–1911

O Carnaval no Brasil com o uso de fantasias teve início na década de 1840, quando a elite do Rio de Janeiro começou a fazer bailes de máscaras baseados nas festas que já ocorriam na Europa.

Todavia, foi só a partir do século XX que a festa começou a ganhar mais apoio popular, mas ainda assim era vista como uma celebração de pessoas abastadas, já que as fantasias eram muito incrementadas e feitas com materiais mais caros.

1919

Em 1919, comemorando o fim da gripe espanhola no país, a festa abandonou de vez os teatros e os salões e foi para a rua, e as estimativas apontam que ao menos 400 mil pessoas foram festejar no centro do Rio de Janeiro.

Com isso, o Carnaval daquele ano é visto como um dos maiores e mais revolucionários da história, e as pessoas já começavam a mesclar roupas do cotidiano com fantasias durante a comemoração.

1940

Na década de 1940, o Carnaval já era uma festa totalmente consolidada no país e a população já tinha se distanciado bastante dos bailes sofisticados e apostava na galhofa e na ousadia para montar seus figurinos, usando roupas cada vez mais leves e ousadas. Além disso, as marchinhas de carnaval eram extremamente populares e ditavam o ritmo das festas.

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1960

Já na década de 1960, o Carnaval fica ainda mais organizado e os blocos nos quais os participantes usam fantasias semelhantes ganham força. Além disso, o Rei Momo é a peça central da festa e as marchinhas de carnaval, junto com o samba, são os responsáveis por alegrar os festejos.

1980

A partir da década de 1980, o Carnaval passa por mais uma revolução, principalmente com a criação do Sambódromo no Rio de Janeiro. Assim, as escolas de samba têm um palco definitivo para apresentar figurinos extremamente elaborados, junto a carros alegóricos gigantescos, e a festa se torna um grande show.

Enquanto isso, na Bahia, o festejo de rua continua sendo a principal atração, e o aparecimento dos primeiros trios elétricos ajuda no surgimento da axé music, que se torna marca registrada no carnaval baiano. As fantasias ainda têm o seu lugar garantido em alguns blocos; já outros começam a deixar de lado as tradicionais mortalhas para adotar o abadá.

1990–2000

Na década de 1990 e nos anos 2000, os trios elétricos se consolidam como grande atrativo do Carnaval e a Bahia é o grande palco da festa de rua. As fantasias se tornam mais simples e leves para combinar com o clima do estado e, em muitos casos, fazem alusão a elementos culturais, sejam do Brasil ou de outros países.

2010 até hoje

O Carnaval, seja na Bahia, no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Pernambuco ou em outros estados, mantém a tradição das fantasias, principalmente quando as festas são nas ruas. Em geral, os figurinos tendem a ser menos elaborados e luxuosos do que em outros tempos, dando lugar à informalidade e à improvisação na maioria dos casos.

Já as festas nos sambódromos têm atingido níveis de sofisticação impressionantes e, ano após ano, as escolas de samba surpreendem o público com fantasias atrativas e de alta qualidade, associadas a carros alegóricos que levam longos períodos para serem produzidos, dado o seu nível de complexidade.

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