A linguagem corporal é um assunto que por muito tempo foi negligenciado, mas que é extremamente relevante. Segundo o professor de psicologia da Universidade da Califórnia, Albert Mehrabian, 55% da comunicação humana é feita pela linguagem corporal.
Com isso, ficamos curiosos para descobrir o que alguns gestos comuns que fazemos no dia a dia podem significar. Um deles é o ato de cruzar os braços, que pode ter diversas interpretações, dependendo do contexto da conversa, do tom de voz e das expressões faciais de quem o realiza.
Dessa forma, vamos esclarecer para você o que pode significar quando uma mulher cruza os braços, quais são os possíveis sentimentos ocultos que ela pode estar sentindo e os estados emocionais que estão atrelados a essa ação tão comum na interação social humana.
Defesa
A interpretação mais comum para o ato de cruzar os braços é que essa é uma ação que indica defesa ou proteção. Com isso, quando alguém se sente desconfortável ou está exposto a uma situação de perigo, essa pessoa acaba cruzando os braços basicamente como um reflexo, criando uma barreira que protegerá seu corpo e até sua mente das ameaças externas.
Assim, pode-se entender que, ao cruzar os braços, a pessoa adota uma postura “defensiva” ou está em um estado de tensão. De acordo com o psicólogo Paul Ekman, especialista em comunicação não verbal, o ato de cruzar os braços é uma herança biológica que remete aos nossos ancestrais.
Conforme o especialista, ao notar o desconforto ou o perigo, a mente humana envia comandos rápidos e ativa nossos “instintos primitivos” para que protejamos os órgãos vitais presentes no tronco, preparando nosso corpo para uma possível fuga ou até uma briga.

Hábito adquirido
Todavia, o gesto de cruzar os braços nem sempre está atrelado a um estado defensivo, podendo ser simplesmente um hábito adquirido do indivíduo, uma posição em que ele se sente confortável.
Algumas pessoas, por exemplo, cruzam os braços quando estão pensativas; outras cruzam os braços quando estão cansadas. Por conta disso, o contexto da interação é importantíssimo para a linguagem corporal.

Foco
Uma linha de pesquisa crescente entre os estudiosos de linguagem corporal aponta que cruzar os braços tem o poder de elevar nossa capacidade cognitiva, ou simplesmente o foco. Assim, o simples ato de abraçar a si mesmo pode auxiliar o cérebro a isolar os estímulos externos, aprimorando a capacidade humana de resolver tarefas de alta complexidade.

Como o ato geralmente é interpretado
Alguns estudos apontam que gestos fechados, como o de cruzar os braços, conseguem influenciar a forma como as pessoas interagem com você. Isso porque, por ser vista como uma posição defensiva, a postura de braços cruzados dá a entender que você tem certa resistência em se abrir com outras pessoas ou criar novas conexões emocionais.
Além disso, o ato também pode estar atrelado ao desinteresse, como se você não estivesse muito a fim de se envolver em uma conversa, por exemplo.
Porém, para conseguir uma interpretação mais precisa do ato de cruzar os braços, é preciso associar essa postura a outros gestos feitos pela pessoa. Para isso, observe se ela está com a mandíbula travada ou tensa enquanto escuta você, se seu corpo está inclinado para trás, se desvia o olhar constantemente e/ou se suas sobrancelhas estão bem franzidas.

Esses são alguns sinais que, quando associados aos braços cruzados, usualmente indicam que a pessoa está desconfortável, tensa ou desinteressada na interação que está tendo.
Lembre-se sempre de que o diálogo aberto e a habilidade de observar os sinais da linguagem não verbal são pontos valiosos para melhorar os relacionamentos interpessoais e a comunicação.